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Geral
27/07/2010
Mais de 1,6 milhão de estudantes ficam sem aulas nas redes municipal e estadual
Mais de 1,6 milhão de estudantes das redes municipal e estadual estão sem aulas, nesta terça-feira, 27. Os professores estaduais pedem celeridade no julgamento e no pagamento da URV, enquanto os docentes municipais interromperam as atividades para pressionar a votação da proposta de reajuste da categoria encaminhada pelo prefeito João Henrique no último dia 21 de julho à Câmara de vereadores.
Os professores da rede municipal querem a aprovação do reajuste de 11% a 17%. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado da Bahia (APLB-Sindicato), caso o aumento salarial não seja aprovado na votação que deve acontecer na tarde de hoje, a categoria se reunirá em assembleia, na próxima quinta-feira, 29, para discutir os rumos da paralisação.
O movimento, que teve início após a assembleia realizada na manhã desta segunda-feira, 26, foi mantido porque a proposta de reajuste salarial não pôde ser votada por conta da presença de apenas dois vereadores na Câmara Municipal. De acordo com a diretora da APLB, Elza Souza, os educadores só retornam às salas de aula quando houver a aprovação do índice.
Os professores da rede estadual, que param por 24 horas, também se mobilizam nesta terça-feira, com assembleia em frente à sede do Fórum Ruy Barbosa, no Campo da Pólvora. De acordo com o Diretor Financeiro da APLB, Jorge Carneiro, a movimentação que acontece nesta terça-feira em frente ao fórum visa pressionar a justiça para o julgamento do processo a favor dos professores. "Em junho de 2004 os professores entraram com um processo na justiça para o pagamento da diferença gerada aos professores pela URV", disse.
Jorge declarou que a categoria não está em greve e que a paralisação desta terça-feira já estava definida desde a última assembleia da categoria. "No mês passado fizemos uma paralisação, em julho estamos parando hoje e no próximo mês tem outro ato previsto, mas a data ainda não foi definida", afirmou. Segundo o diretor, a mobilização de agosto pode depender do que acontecer no intervalo das paralisações. "Se a justiça julgar o processo a favor do pagamento, pressionaremos o Estado", conclui.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de comunicação da Procuradoria Geral do Estado, a quem cabe dar declarações sobre o assunto, segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Educação do Estado, e aguarda retorno.
Fonte: A Tarde
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